terça-feira, 5 de junho de 2012

Aulas do mês de Março

07/03/12:

              Nesta aula estudamos sobre “Os Fundamentos do Currículo”.
            Entende-se o currículo como o projeto que preside as atividades educativas escolares, define suas intenções e proporciona guias de ação adequadas e úteis para os professores. Para isto, o currículo proporciona informações concretas sobre o que ensinar, quando ensinar, como ensinar e informações sobre que, como e quando avaliar.
É preciso levar em conta cada um dos estágios do desenvolvimento cognitivo teorizado por Jean Piaget, são eles, sensório-motor (0 a 2 anos), intuitivo ou pré-sensório-operatório  (2 a 7 anos), operatório concreto (7 a 11 anos), operatório formal (11 a 15 anos). Deve-se levar em conta o que o aluno é capaz de fazer e de aprender sozinho (nível de desenvolvimento efetivo) e o que necessita da ajuda dos outros ou do professor (nível de desenvolvimento potencial) a distância entre os dois níveis citados chama-se zona de desenvolvimento proximal.
          Para que a aprendizagem seja significativa é preciso que o conteúdo seja significativo e também que o aluno esteja motivado a relacionar o que aprende com o que já sabe, vale ressaltar a importância do uso dos conhecimentos no cotidiano. Se, ao contrário, o aluno se limitar a memorizar, sem estabelecer relações com seus conhecimentos prévios, estaremos diante da aprendizagem repetitiva/mecânica (AUSUBEL).
          Existem três fontes do currículo: progressistas, essencialistas e sociólogos. Para Tyler, as três fontes são válidas, mas nenhuma delas sozinha é suficiente.
         
          Alguns conceitos importantes:
- Sistema educacional fechado: objetivos, conteúdos e estratégias são previamente determinados, de maneira que o ensino é idêntico para todos os alunos e as variações são mínimas; não há busca de conexão ou inter-relações entre disciplinas; a única individualização possível refere-se ao ritmo de aprendizagem.
- Sistema educacional aberto: importância às diferenças individuais e ao contexto social, cultural e geográfico; não se enfatiza o resultado do aprendizado, mas seu processo; incentivo a interdisciplinaridade; não existe separação entre quem elabora o programa e quem aplica.

14/03/12:
Realizamos a nossa primeira atividade avaliativa em relação aos textos : "Currículo: Um instrumento educacional, social e cultural" e "Um grande desafio para o professor".Segue as questões abaixo :
     1- Aborde a relação entre currículo e os desafios da sociedade.
     2- Dentre os conceitos de currículo apontados qual o que chamou mais a sua atenção e por quê ? O que mudou, até o momento, acerca do seu entendimento sobre o termo "currículo".
     3- Desenvolva um texto dissertativo, abordando os desafios para o professor, no que tange o currículo.
     4- Aponte aspectos importantes sobre o texto : Currículo: um grande desafio para o professor".

21/03/12:
Nesta aula o professor Leandro explicou  o texto: “Currículo: Um grande desafio para o professor”.
Estamos no período pós-moderno, mas infelizmente as "escolas tradicionais" ainda predominam em nossa época e juntamente com as escolas tradicionais encontra-se um sistema educacional fechado, em que não há interdisciplinaridade, sendo o conteúdo idêntico para todos, ou seja, o currículo deste sistema fechado consiste em uma mera transmissão de conteúdos. E é esse um dos grandes desafios para o professor, o currículo predominante já tem conteúdos e objetivos pré-determinados, não se adequando as necessidades, ao tempo e as condições de aprendizagem dos educandos.
O que se deve entender é que o currículo é um dos recursos para o professor e é onde ele organiza os conteúdos de acordo com as necessidades e ao contexto social dos educandos. Sendo o professor um dos principais sujeitos da prática do currículo, ele deve participar efetivamente da elaboração do mesmo, para que ele possa ajustar as diferentes experiências e os diferentes ritmos produzindo uma aprendizagem significativa.
          De acordo com Saviani são imensos os desafios para o professor, e para enfrentá-los é preciso que o professor tenha domínio dos fundamentos teóricos e históricos dos processos de elaboração e implementação do currículo, mas também é necessária a melhoria das condições de funcionamento das escolas e das condições de trabalho do professor.


Aulas do mês de Fevereiro

08/02/12:

O primeiro dia de aula foi destinado a apresentações tanto do professor como os alunos. O professor mostrou o plano de ensino e explicou o que iríamos abordar na disciplina: “Currículo e Diversidade”.
No segundo horário foi realizada uma dinâmica, em duplas cada um deveria apresentar o seu colega e falar o que ele achava que era o currículo. Nesta aula ninguém da turma deu uma definição precisa e correta sobre o Currículo. 


15/02/12:

O termo currículo surge, na literatura educacional, no início do século XX, nos Estados Unidos, quando a industrialização toma impulso e a necessidade de mão-de-obra industrial se impõe de modo definitivo. Transformando o conhecimento em uma indústria, o operário e sua família já não mais detêm o saber fazer, saber que foi fragmentado e distribuído entre as várias "seções" da indústria. O “saber fazer” que era patrimônio familiar, passa ao “poder fazer” industrial.
Foi aí que os primeiros estudos sobre o termo currículo começaram a se estabelecer. Bobbitt foi quem iniciou as teorizações de currículo, não é difícil identificar a influência da Teoria da Administração Científica nas teorias de Bobbitt. Por outro lado, surgiram movimentos sociais que contraditavam os pressupostos "industriais" e, de certo modo, recusavam tal influência. Um deles é Dewey, pedagogo liberal e defensor da Escola Nova, que não se centrava nos princípios da Administração Científica, mas na experiência da cultura. Se Bobbitt entendia o currículo como um conjunto de estratégias para preparar o jovem para a vida adulta; Dewey o compreendia como o ambiente que era fornecido ao estudante para experenciar a vida mesma.
Dewey entendia o currículo como algo dado para o professor e Bobbitt como algo dado para o aluno. O pensamento de Dewey, ao contrario de Bobbitt, foi decisivo na construção do pensamento curricular brasileiro.
Nesta aula aprendemos também que a trajetória do pensamento curricular no Brasil não são nativas, mas estrangeiras e que teve início na década de 1950.

Alguns conceitos:
- Escola Tradicional: currículo é o grupo de programas educativos adotados por uma escola ou sistema.
- Escola Moderna: currículo é entendido como o conjunto de todas as experiências do aluno sob influência da escola.


Diversidade e ética


Não há como negar que a diversidade está presente em diferentes contextos, um deles que podemos destacar seria o contexto educacional. Diferentes valores, crenças, identidades, tornam-se um desafio ao professor de todos os níveis e modalidades, que realizam práticas curriculares variadas.

Em seu texto “O que é educar?” Gilkovate afirma que: “Para que possamos ser educadores firmes, é necessário estarmos de posse de um conjunto de valores claros, acreditarmos firmemente neles e transmiti-los aos que nos sucederão nas tarefas substanciais da vida em sociedade”, segundo o trecho é necessário que o professor  tenha em posse valores claros que serão transmitidos aos alunos , tornando-se assim um educador firme , mas como trabalhar a questão dos valores, visto a grande diversidade presente em sala de aula ?

Um dos grandes embates existentes ao se trabalhar com a diversidade é presença do etnocentrismo, é quando o individuo supervaloriza a sua cultura em relação à outra, para evitar que tal prática esteja presente em sala de aula, o professor deve ter ciência de que atua em um âmbito constituinte do campo ético, portanto, ao se trabalhar valores, é necessário que estes valores estejam atrelados a ética, que segundo Marilena Chauí é universal do ponto de vista da sociedade, universal, pois os valores pertencentes a ética são impostos a todos os membros da sociedade.

Valores como igualdade, tolerância, integridade, cidadania e responsabilidade coletiva são alguns que se fazem presente em toda a sociedade, pois são valores éticos. E o professor deve trabalhar a inserção destes valores em sua prática curricular, tornando a diversidade um processo de humanização.

Entrevista

Realizamos a entrevista com a professora, Adsara, formada em Magistério e em Pedagogia, ela atua como professora temporária do 5º ano do Ensino Fundamental. em uma Escola Pública.

1- O que você entende por currículo ?
Um instrumento útil para orientar a prática pedagógica do professor.

2- Na sua visão, o currículo pode ser entendido como um simples processo de transmissão de conhecimentos e conteúdos ? Justifique.
Não. O currículo deve buscar, além da transmissão do conteúdo a preparação do indivíduo para a sociedade.

3- Por que desenvolver o currículo é um desafio para o professor ?
Seguir o currículo é um desafio para o professor devido as diferenças existentes entre as localidades e a realidade vivenciada em sala de aula.

4- Como você vê a idéia do currículo escolar ser construído de maneira coletiva ?
Òtimo. A construção curricular deveria ser coletiva e pautada na realidade escolar vivenciada por professores e alunos.

5- De que forma o currículo é avaliado na escola onde você atua ?
È avaliado de forma que os conteúdos trabalhados em sala de aula busquem instrumentalizar o estudante para a transformação social.



Síntese: O currículo é um instrumento muito importante para o professor, pois o orienta e o conduz na prática dos conteúdos, visando a formação de um verdadeiro cidadão. Para colaborar com a formação de cidadãos, faz-se necessário que os conteúdos pré-estabelecidos no currículo tenham relação com a realidade do educando, por isso a elaboração coletiva do currículo é imprescindível para que sua prática seja fundamentada e significativa na realiade em que o aluno está pautado.

Autobiografia


        Simone da Conceição Nonata de Souza nascida na cidade de São João do Araguai- PA, no dia 08 de dezembro de 1972,  é  aluna do curso de pedagogia,  cursou dois anos de magisterio no ensino médio. Trabalhou com o projeto ABC- DF na alfabetização de jovens e adultos (2008 e 2009) foi monitora em creches e escolas de educação infantil,  foi assim  que despertou  avontade de ser educadora. Por isso escolhi o curso de pedagogia e pretendo exercer a profissão. 

Autobiografia


       Meu nome é Shirley, nasci em Brasília e tenho 21 anos. Moro com meus pais, duas irmãs e um sobrinho. Quando criança queria ser professora, mas ao mesmo tempo tinha uma paixão por animais e também queria ser veterinária.
      Em 2008 conclui o ensino médio aos dezessete anos, e em 2009 comecei a trabalhar, mas as condições não permitiam fazer medicina veterinária. Perdi dois anos somente trabalhando e na dúvida do que iria fazer. Enquanto isso, pesquisando sobre o mercado de trabalho da profissão de veterinária percebi que talvez não valesse à pena, pois não queria ter diploma e depois ter dificuldade em exercer a profissão. Em uma dessas pesquisas descobri a Pedagogia, que me chamou muito a atenção, então decidi fazer esse curso. Começei a faculdade de Pedagogia em 2011, e estou me identificando muito com o curso e quero realmente exercer a profissão.

domingo, 3 de junho de 2012

Autobiografia


Meu nome é Layane Cristine, tenho 18 anos, sou solteira e moro com os meus pais. Logo que terminei o Ensino Médio, não tinha certeza do curso que iria fazer, mas tinha convicção que seria na área da Educação, desde criança sempre sonhei em ser professora.
Fiz a minha escolha e hoje estou cursando o 3º semestre de Pedagogia no Centro Universitário IESB, a cada dia que passa fico mais apaixonada pela minha futura profissão. Penso em me especializar em “Orientação Educacional”, mas o meu foco e o que realmente desejo é atuar na sala de aula, farei com excelência e muita dedicação, visando a formação de cidadãos que façam a diferença na sociedade brasileira.