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terça-feira, 5 de junho de 2012

Diversidade e ética


Não há como negar que a diversidade está presente em diferentes contextos, um deles que podemos destacar seria o contexto educacional. Diferentes valores, crenças, identidades, tornam-se um desafio ao professor de todos os níveis e modalidades, que realizam práticas curriculares variadas.

Em seu texto “O que é educar?” Gilkovate afirma que: “Para que possamos ser educadores firmes, é necessário estarmos de posse de um conjunto de valores claros, acreditarmos firmemente neles e transmiti-los aos que nos sucederão nas tarefas substanciais da vida em sociedade”, segundo o trecho é necessário que o professor  tenha em posse valores claros que serão transmitidos aos alunos , tornando-se assim um educador firme , mas como trabalhar a questão dos valores, visto a grande diversidade presente em sala de aula ?

Um dos grandes embates existentes ao se trabalhar com a diversidade é presença do etnocentrismo, é quando o individuo supervaloriza a sua cultura em relação à outra, para evitar que tal prática esteja presente em sala de aula, o professor deve ter ciência de que atua em um âmbito constituinte do campo ético, portanto, ao se trabalhar valores, é necessário que estes valores estejam atrelados a ética, que segundo Marilena Chauí é universal do ponto de vista da sociedade, universal, pois os valores pertencentes a ética são impostos a todos os membros da sociedade.

Valores como igualdade, tolerância, integridade, cidadania e responsabilidade coletiva são alguns que se fazem presente em toda a sociedade, pois são valores éticos. E o professor deve trabalhar a inserção destes valores em sua prática curricular, tornando a diversidade um processo de humanização.

domingo, 27 de maio de 2012

Pluralidade Cultural.


       Para viver democraticamente em uma sociedade plural é preciso respeitar os diferentes grupos e culturas que a constituem. A sociedade brasileira é formada não só por diferentes etnias, como por imigrantes de diferentes países. Além disso, as migrações colocam em contato grupos diferenciados. Sabe-se que as regiões brasileiras têm características culturais bastante diversas e a convivência entre grupos diferenciados nos planos sociais e culturais muitas vezes é marcada pelo preconceito e pela discriminação. O grande desafio da escola é investir na superação da discriminação e dar a conhecer a riqueza representada pela diversidade etnocultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro, valorizando a trajetória particular dos grupos que compõem a sociedade. Nesse sentido, a escola deve ser local de diálogo, de aprender a conviver, vivenciando a própria cultura e respeitando as diferentes formas de expressão cultural.


Referencias:
B823p Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos temas transversais, ética / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 146p.

Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro081.pdf . Acesso em: 23 de Abril de 2012

Projeto Político Pedagógico e os Temas Transversais.


     Ao construir o Projeto Político Pedagógico levamos em conta à realidade que circunda a Escola. Dentro da sala de aula os professores podem trabalhar com os temas transversais (Ética, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural, Saúde e Orientação Sexual). Por exemplo, o índice de adolescentes grávidas na escola está aumentando, a escola poda dar uma ênfase e trabalhar com a Orientação Sexual. Mas isso depende da realidade de cada escola e outros temas podem ser incluídos.

 
Critérios adotados para a eleição dos Temas Transversais

     Muitas questões sociais poderiam ser eleitas como temas transversais para o trabalho escolar, uma vez que o que os norteia, a construção da cidadania e a democracia, são questões que envolvem múltiplos aspectos e diferentes dimensões da vida social. Foram então estabelecidos os seguintes critérios para defini-los e escolhê-los:

Urgência social
     Esse critério indica a preocupação de eleger como Temas Transversais questões graves, que se apresentam como obstáculos para a concretização da plenitude da cidadania, afrontando a dignidade das pessoas e deteriorando sua qualidade de vida.

• Abrangência nacional
     Por ser um parâmetro nacional, a eleição dos temas buscou contemplar questões que, em maior ou menor medida e mesmo de formas diversas, fossem pertinentes a todo o País. Isso não exclui a possibilidade e a necessidade de que as redes estaduais e municipais, e mesmo as escolas, acrescentem outros temas relevantes à sua realidade.

• Possibilidade de ensino e aprendizagem no ensino fundamental
     Esse critério norteou a escolha de temas ao alcance da aprendizagem nessa etapa da escolaridade. A experiência pedagógica brasileira, ainda que de modo não uniforme, indica essa possibilidade, em especial no que se refere à Educação para a Saúde, Educação Ambiental e Orientação Sexual, já desenvolvidas em muitas escolas.

• Favorecer a compreensão da realidade e a participação social
     A finalidade última dos Temas Transversais se expressa neste critério: que os alunos possam desenvolver a capacidade de posicionar-se diante das questões que interferem na vida coletiva, superar a indiferença, intervir de forma responsável. Assim, os temas eleitos, em seu conjunto, devem possibilitar uma visão ampla e consistente da realidade brasileira e sua inserção no mundo, além de desenvolver um trabalho educativo que possibilite uma participação social dos alunos.


Referencias:
B823p Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos temas transversais, ética / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 146p.

Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro081.pdf . Acesso em: 23 de Abril de 2012

terça-feira, 22 de maio de 2012

O professor e o aluno: o currículo como uma totalidade.


            Se as situações-problema devem fazer sentido para o aluno para sua melhor apreensão e resolução, o mesmo deve ser dito sobre os conteúdos e programas curriculares. A dispersão e falta de relação de uns com os outros podem dificultar o arranjo e a conexão de seus conhecimentos, não fazendo sentido para o aluno (em seu cotidiano pessoal e social) e dificultando seu interesse.
           Para uma aprendizagem eficaz, o ensino deve partir das possibilidades e necessidades dos alunos e não da matéria, no que especificamente está estabelecido para aquele momento, necessitando haver, com isso, um rearranjo dos conteúdos. O professor deve criar situações de ensino de modo a propiciar aprendizagens que realmente tenham sentido para os alunos.
     Lefrançois (2008) explica que o papel do professor, a partir dessas considerações, seria de colaborar para que os alunos encontrassem as soluções dos problemas por eles mesmos. Essa perspectiva vem ao encontro da abordagem construtivista, muito utilizada nos dias atuais, que propõe e ensino centrado no aluno.
         De acordo com os psicólogos gestaltistas, avaliar uma conduta ou aprendizagem do aluno exige um olhar para o todo e não centrar-se apenas em respostas ou ações isoladas apresentadas em determinadas situações e/ou avaliações.
        Em suma, temos o professor como importante e decisivo na aprendizagem de seus alunos, de maneira que a qualidade do trabalho dele implicará na qualidade de aprendizagem de seus alunos. Além disso, um ensino orientado pela Gestalt exige que o professor desenvolva confiança na capacidade de os alunos aprenderem por si mesmos e, por sua vez, que os alunos tenham confiança no professor. O ensino deve, portanto, ser orientado em função do agir, sentir e pensar dos alunos (Burow e Scherpp, 1985

A influência do sistema de ensino no currículo


Para que haja uma aprendizagem significativa faz-se necessário que o currículo valorize os conhecimentos prévios do aluno, bem como a realidade dos mesmos, tornando-se sem dúvida um desafio para o professor e esse desafio torna-se ainda maior devido ao nosso sistema de ensino.
Segundo Saviani o sistema de ensino é definido como unidirecional, em que há preocupação apenas com o ensino ministrado na escola, distinguindo-se do sistema de educação, em que há contextualização e preocupação com a formação do cidadão. Por termos um sistema de ensino, onde o  currículo já é pré-determinado, não havendo uma relação de conteúdos com a realidade do educando, os professores são transmissores do conhecimento e os alunos apenas devem reproduzir aquilo que lhe é transmitido caracterizando-se como uma aprendizagem mecânica.
Para haver mudança, é necessário que esta ocorra primeiro no sistema educacional do Brasil, o sistema deve deixar de ter um caráter meramente administrativo e funcionar como seu significado literal: conjunto de partes interdependentes , onde todos participam e todos executam.Ocorrendo essa mudança, conseqüentemente refletirá no currículo das escolas brasileiras, levando-as a entenderem que por meio do currículo podem levar o aluno a refletir, conscientizar e melhorar a realidade que este está inserido.