ATITUDE é preciso para transformar a educação !
terça-feira, 5 de junho de 2012
Autoavaliação
O grupo achou extremamente inovadora a idéia do portfólio
eletrônico para a disciplina de Projeto Integrador, com esse portfólio podemos
entender mais os conteúdos relacionados ao Currículo e estabelecer a nossa
concepção deste. Além de nos atentarmos a reportagens que dissertavam sobre a
educação e refletirmos por meio de vídeos ou imagens o papel do professor, a
situação da educação brasileira e a realidade dos alunos.
Educação no Brasil (Profª Amanda Gurgel)
A professora Amanda Gurgel relata a realidade da Educação brasileira. A ousadia dessa professora deve ser exemplo para todos que lutam por uma educação de qualidade.
Aulas do mês de Maio
02/05/12:
Nesta
aula foram-nos apresentadas e explanadas as teorias do currículo, fazendo distinção
entre as tradicionais e as críticas, para melhor compreensão é preciso conhecer
os primórdios do currículo. As origens do Currículo remontam no século XX, nos
Estados Unidos, em meio à grande industrialização. Bobbit influenciado pelas
Teorias da Administração Científica determina o currículo como um processo
organizado de resultados educacionais, previamente e rigorosamente
especificados, esse conceito de Bobbit caracteriza a teoria tradicional, onde
os alunos são vistos como meros produtos, e o modelo educacional é voltado para
a economia.
Em
contrapartida surgem às teorias críticas , na década de
1960, questionando as teorias tradicionais, afirmando que esses contribuem para
a manutenção do status quo,
responsável pelas injustiças socias. O currículo nas teorias críticas não é
neutro, sendo influenciado pelas relações de poder. Analisando a linha de
pensamento dessas teorias, pode-se concluir que o que as separa é a questão do
poder.
Foi
reservado um tempo para a apresentação do questionário preparado pelos alunos,
sendo que a entrevista deve ser postada no portfólio eletrônico.
09/05/12:
Dando
prosseguimento as “Teorias do Currículo”, nesta aula foram expostos os aspectos
que contribuíram para o surgimento do currículo, no EUA, um desses aspectos que
pode ser citado é o da crescente industrialização e urbanização, formação de
uma burocracia estatal encarregada dos negócios ligados a educação e entre
outros.
Bobbit
afirmava que a escola deveria funcionar da mesma forma que uma empresa
industrial, as teorias curriculares deveriam ser voltadas para a economia, o
foco era a eficiência, caracterizando o pensamento de uma escola tradicional.
Dewey dava importância a um planejamento curricular e as experiências e
interesses dos jovens, Dewey preocupava-se
com a construção da democracia.
Tyler
deu seqüência a linha de pensamento de Bobbit, um pensamento tradicional, mas
teve uma influência tecnicista, pois dava ênfase ao professor, sendo este o
centro ,ele planeja e executa, outro teórico que pode ser citado que seguiu a
linha de pensamento tecnicista foi Robert Mager.
O
currículo clássico era baseado no trivium (gramática, retórica e dialética) e
quadrivium ( astronomia, geometria, música e aritmética) e foi sempre atacado
pelos modelos tecnicista e progressista. O primeiro o criticava pela falta de
aplicabilidade na vida industrial e o segundo por não valorizar os
conhecimentos e as experiências dos alunos.
16/05/12:
A
aula iniciou com a I atividade avaliativa do segundo bimestre, o estudo
dirigido fazia referência ao texto: “Documentos de Identidade”.
No
segundo horário, o professor abordou sobre as teorias críticas do currículo.
Estas surgiram em meados dos anos 60, questionando os pensamentos e a estrutura
educacional tradicional, além de responsabilizarem o status quo pelas
desigualdades e injustiças sociais. Para as teorias críticas o importante era
compreender o que o currículo faz.
Louis
Althusser, teórico crítico, afirmava que a escola atua como um aparelho
ideológico através do currículo, sendo que essa ideologia nos leva a aceitar as
estruturas sociais. Boules e Gintis fazem o paralelo entre a esfera pública e a
privada e para Bourdieu e Passeron é através da reprodução da cultura dominante
que a reprodução mais ampla da sociedade fica garantida.
23/05/12:
Dando
prosseguimento aos teóricos críticos pode-se citar Henry Girox, que vê o
currículo como construtor de significados e valores sociais e culturais, não
sendo apenas um mero transmissor de conhecimentos.
Paulo
Freire critica o currículo tradicional, pela predominância de uma educação bancária,
os conhecimentos são transferidos do professor para o aluno. Freire afirma que
as experiências dos alunos é que devem ser a fonte principal dos conteúdos. Já
Dermeval Saviani valoriza o produto final, ou seja, a aquisição do
conhecimento, neste ponto é que os pensamentos de Saviani e Freire, embora
ambos críticos, divergem. Saviani critica a pedagogia freiriana por focar-se
mais aos métodos para adquirir conhecimento do que a própria aquisição.
30/05/12:
Finalizando
sobre teóricos críticos abordamos nesta aula sobre Bernstein, que afirma que o
enquadramento é conseqüência do controle do processo de transmissão. Portanto,
quanto maior o controle do processo de transmissão, maior o enquadramento,
caracterizando a Escola Tradicional.
No
segundo horário o professor passou uma entrevista com Sônia Penin sobre o
currículo escolar, ela fala da realidade do currículo escolar, questiona que o
grande número de disciplinas é prejudicial a aprendizagem e enfatiza que para
que haja uma melhora na educação é necessário que seja feito um pacto entre a
sociedade e o Estado Brasileiro.
Aulas do mês de Abril
04/04/12:
11/04/12:
Avaliação (A1)
18/04/12:
25/04/12:
Nesta aula houve a nossa 2º
Atividade Avaliativa, sobre o texto : " Avaliação e Currículo", logo
depois de realizadas as atividades, debatemos sobre o texto. Abordamos a
questão da alta taxa de reprovação, que é a causa da distância entre os conteúdos
e a realidade do educando, o que acarreta uma mau desempenho na avaliação.
11/04/12:
Avaliação (A1)
18/04/12:
Entrega das provas e correção com toda a turma, sanando todas as dúvidas em relação ao conteúdo.
E depois o professor abordou sobre os "Componentes do Currículo".
Os componentes podem agrupar-se em quatro:
E depois o professor abordou sobre os "Componentes do Currículo".
Os componentes podem agrupar-se em quatro:
- sobre o que ensinar;
- sobre quando ensinar;
- sobre como ensinar;
- sobre o que, como e quando avaliar.
A análise dos
resultados esperados da aprendizagem dos alunos determina as atividades de
ensino/aprendizagem a realizar e os conteúdos a trabalhar (via de acesso pelos
resultados esperados). As características e a estrutura dos conteúdos
selecionados com base em seu valor formativo determinam as atividades de
ensino/aprendizagem a serem realizadas e os possíveis resultados da
aprendizagem (via de acesso pelos conteúdos). A via de acesso dos conteúdos foi
a alternativa dominante até a década de 50, momento em que, acusada de se
associar à educação tradicional, começou a perder terreno para a via de acesso
pelos resultados esperados. As atividades selecionadas pelo seu valor educativo
intrínseco determinam os conteúdos a trabalhar e os possíveis resultados da
aprendizagem.
25/04/12:
O
professor deu prosseguimento à aula referente aos “Componentes do Currículo”.
Diante da proposta de Gagné que revela que as atividades devem iniciar das mais
simples e para as mais complexas e a proposta de Ausubel que determina que as
atividades devam iniciar dos conceitos mais gerais em direção aos conceitos
mais complexos, uma seqüência descendente.
Tyler
identificou os componentes principais do currículo como: Finalidade (objetivo,
propósito), Experiências (relação dos conteúdos com o processo de
aprendizagem), Organização (métodos, recursos) e Avaliação. Destacou a
importância da avaliação no Projeto Curricular, pois por meio da avaliação o
professor pode proporcionar ajuda pedagógica às necessidades que foram detectadas
quando o aluno foi avaliado, além de poder comparar o resultado obtido com os
objetivos visados. A avaliação é divida em 3 tipos : Avaliação Inicial : faz um
levantamento dos conhecimentos prévios do aluno , podendo ser chamada de
diagnóstica. Avaliação formativa que é feita no decorrer do processo de
aprendizagem do aluno, avalia a forma que o aluno tem assimilado os conteúdos.
E por fim a Avaliação Somatória, avaliando o nível de aprendizagem dos alunos
comparando com os objetivos almejados.
No
fim da aula , o Professor Leandro trouxe algumas questões do Enade 2011, a fim
de avaliar e diagnosticar o nível de conhecimento que temos em relação a
disciplina.
Aulas do mês de Março
07/03/12:
Alguns conceitos importantes:
Nesta aula
estudamos sobre “Os Fundamentos do Currículo”.
Entende-se o currículo como o projeto que preside as
atividades educativas escolares, define suas intenções e proporciona guias de
ação adequadas e úteis para os professores. Para isto, o currículo proporciona
informações concretas sobre o que ensinar, quando ensinar, como ensinar e
informações sobre que, como e quando avaliar.
É preciso levar em conta cada um
dos estágios do desenvolvimento cognitivo teorizado por Jean Piaget, são eles,
sensório-motor (0 a
2 anos), intuitivo ou pré-sensório-operatório (2
a 7 anos), operatório concreto (7 a 11 anos), operatório formal
(11 a 15
anos). Deve-se levar em conta o que o aluno é capaz de fazer e de aprender sozinho
(nível de desenvolvimento efetivo) e o que necessita da ajuda dos outros ou do
professor (nível de desenvolvimento potencial) a distância entre os dois níveis
citados chama-se zona de desenvolvimento proximal.
Para que a aprendizagem seja significativa é preciso que o
conteúdo seja significativo e também que o aluno esteja motivado a relacionar o
que aprende com o que já sabe, vale ressaltar a importância do uso dos
conhecimentos no cotidiano. Se, ao contrário, o aluno se limitar a memorizar,
sem estabelecer relações com seus conhecimentos prévios, estaremos diante da
aprendizagem repetitiva/mecânica (AUSUBEL).
Existem três fontes do currículo: progressistas,
essencialistas e sociólogos. Para Tyler, as três fontes são válidas, mas
nenhuma delas sozinha é suficiente.
Alguns conceitos importantes:
- Sistema educacional fechado: objetivos, conteúdos e estratégias são
previamente determinados, de maneira que o ensino é idêntico para todos os
alunos e as variações são mínimas; não há busca de conexão ou inter-relações
entre disciplinas; a única individualização possível refere-se ao ritmo de
aprendizagem.
- Sistema educacional aberto: importância às diferenças individuais e
ao contexto social, cultural e geográfico; não se enfatiza o resultado do
aprendizado, mas seu processo; incentivo a interdisciplinaridade; não existe
separação entre quem elabora o programa e quem aplica.
14/03/12:
Realizamos a nossa primeira atividade avaliativa em relação aos textos : "Currículo: Um instrumento educacional, social e cultural" e "Um grande desafio para o professor".Segue as questões abaixo :
1- Aborde a relação entre currículo e os desafios da sociedade.
2- Dentre os conceitos de currículo apontados qual o que chamou mais a sua atenção e por quê ? O que mudou, até o momento, acerca do seu entendimento sobre o termo "currículo".
3- Desenvolva um texto dissertativo, abordando os desafios para o professor, no que tange o currículo.
4- Aponte aspectos importantes sobre o texto : Currículo: um grande desafio para o professor".
21/03/12:
Nesta aula o professor Leandro explicou
o texto: “Currículo: Um grande desafio
para o professor”.
Estamos no período pós-moderno,
mas infelizmente as "escolas tradicionais" ainda predominam em nossa
época e juntamente com as escolas tradicionais encontra-se um sistema
educacional fechado, em que não há interdisciplinaridade, sendo o conteúdo
idêntico para todos, ou seja, o currículo deste sistema fechado consiste em uma
mera transmissão de conteúdos. E é esse um dos grandes desafios para o
professor, o currículo predominante já tem conteúdos e objetivos
pré-determinados, não se adequando as necessidades, ao tempo e as condições de
aprendizagem dos educandos.
O que se deve entender é que o
currículo é um dos recursos para o professor e é onde ele organiza os conteúdos
de acordo com as necessidades e ao contexto social dos educandos. Sendo o professor um dos
principais sujeitos da prática do currículo, ele deve participar efetivamente
da elaboração do mesmo, para que ele possa ajustar as diferentes experiências e
os diferentes ritmos produzindo uma aprendizagem significativa.
De acordo com Saviani são imensos os desafios para o
professor, e para enfrentá-los é preciso que o professor tenha domínio dos
fundamentos teóricos e históricos dos processos de elaboração e implementação
do currículo, mas também é necessária a melhoria das condições de funcionamento
das escolas e das condições de trabalho do professor.
Aulas do mês de Fevereiro
08/02/12:
15/02/12:
Alguns conceitos:
O
primeiro dia de aula foi destinado a apresentações tanto do professor como os
alunos. O professor mostrou o plano de ensino e explicou o que iríamos abordar
na disciplina: “Currículo e Diversidade”.
No
segundo horário foi realizada uma dinâmica, em duplas cada um deveria
apresentar o seu colega e falar o que ele achava que era o currículo. Nesta
aula ninguém da turma deu uma definição precisa e correta sobre o Currículo.
15/02/12:
O termo currículo surge, na literatura educacional, no
início do século XX, nos Estados Unidos, quando a industrialização toma impulso
e a necessidade de mão-de-obra industrial se impõe de modo definitivo.
Transformando o conhecimento em uma indústria, o operário e sua família já não
mais detêm o saber fazer, saber que foi fragmentado e distribuído entre as
várias "seções" da indústria. O “saber fazer” que era patrimônio
familiar, passa ao “poder fazer” industrial.
Foi aí que os primeiros estudos sobre o termo
currículo começaram a se estabelecer. Bobbitt foi quem iniciou as teorizações
de currículo, não é difícil identificar a influência da Teoria da Administração
Científica nas teorias de Bobbitt. Por outro lado, surgiram movimentos sociais
que contraditavam os pressupostos "industriais" e, de certo modo,
recusavam tal influência. Um deles é Dewey, pedagogo liberal e defensor da
Escola Nova, que não se centrava nos princípios da Administração Científica,
mas na experiência da cultura. Se Bobbitt entendia o currículo como um conjunto
de estratégias para preparar o jovem para a vida adulta; Dewey o compreendia
como o ambiente que era fornecido ao estudante para experenciar a vida mesma.
Dewey entendia o currículo como algo dado para o
professor e Bobbitt como algo dado para o aluno. O pensamento de Dewey, ao
contrario de Bobbitt, foi decisivo na construção do pensamento curricular
brasileiro.
Nesta aula aprendemos também que a trajetória do
pensamento curricular no Brasil não são nativas, mas estrangeiras e que teve
início na década de 1950.
Alguns conceitos:
- Escola Tradicional: currículo
é o grupo de programas educativos adotados por uma escola ou sistema.
- Escola Moderna: currículo é
entendido como o conjunto de todas as experiências do aluno sob influência da
escola.
Diversidade e ética
Não há como negar que a diversidade está presente em diferentes contextos, um deles que podemos destacar seria o contexto educacional. Diferentes valores, crenças, identidades, tornam-se um desafio ao professor de todos os níveis e modalidades, que realizam práticas curriculares variadas.
Em seu texto
“O que é educar?” Gilkovate afirma que: “Para
que possamos ser educadores firmes, é necessário estarmos de posse de um
conjunto de valores claros, acreditarmos firmemente neles e transmiti-los aos
que nos sucederão nas tarefas substanciais da vida em sociedade”, segundo o
trecho é necessário que o professor
tenha em posse valores claros que serão transmitidos aos alunos ,
tornando-se assim um educador firme , mas como trabalhar a questão dos valores,
visto a grande diversidade presente em sala de aula ?
Um dos grandes
embates existentes ao se trabalhar com a diversidade é presença do
etnocentrismo, é quando o individuo supervaloriza a sua cultura em relação à
outra, para evitar que tal prática esteja presente em sala de aula, o professor
deve ter ciência de que atua em um âmbito constituinte do campo ético,
portanto, ao se trabalhar valores, é necessário que estes valores estejam
atrelados a ética, que segundo Marilena Chauí é universal do ponto de vista da
sociedade, universal, pois os valores pertencentes a ética são impostos a todos
os membros da sociedade.
Valores como
igualdade, tolerância, integridade, cidadania e responsabilidade coletiva são
alguns que se fazem presente em toda a sociedade, pois são valores éticos. E o
professor deve trabalhar a inserção destes valores em sua prática curricular,
tornando a diversidade um processo de humanização.
Entrevista
Realizamos a entrevista com a professora, Adsara, formada em Magistério e
em Pedagogia, ela atua como professora temporária do 5º ano do Ensino
Fundamental. em uma Escola Pública.
1- O que você entende por currículo ?
Um instrumento útil para orientar a prática pedagógica do professor.
2- Na sua visão, o currículo pode ser entendido como um simples processo de transmissão de conhecimentos e conteúdos ? Justifique.
Não. O currículo deve buscar, além da transmissão do conteúdo a preparação do indivíduo para a sociedade.
3- Por que desenvolver o currículo é um desafio para o professor ?
Seguir o currículo é um desafio para o professor devido as diferenças existentes entre as localidades e a realidade vivenciada em sala de aula.
4- Como você vê a idéia do currículo escolar ser construído de maneira coletiva ?
Òtimo. A construção curricular deveria ser coletiva e pautada na realidade escolar vivenciada por professores e alunos.
5- De que forma o currículo é avaliado na escola onde você atua ?
È avaliado de forma que os conteúdos trabalhados em sala de aula busquem instrumentalizar o estudante para a transformação social.
1- O que você entende por currículo ?
Um instrumento útil para orientar a prática pedagógica do professor.
2- Na sua visão, o currículo pode ser entendido como um simples processo de transmissão de conhecimentos e conteúdos ? Justifique.
Não. O currículo deve buscar, além da transmissão do conteúdo a preparação do indivíduo para a sociedade.
3- Por que desenvolver o currículo é um desafio para o professor ?
Seguir o currículo é um desafio para o professor devido as diferenças existentes entre as localidades e a realidade vivenciada em sala de aula.
4- Como você vê a idéia do currículo escolar ser construído de maneira coletiva ?
Òtimo. A construção curricular deveria ser coletiva e pautada na realidade escolar vivenciada por professores e alunos.
5- De que forma o currículo é avaliado na escola onde você atua ?
È avaliado de forma que os conteúdos trabalhados em sala de aula busquem instrumentalizar o estudante para a transformação social.
Síntese: O currículo é um instrumento
muito importante para o professor, pois o orienta e o conduz na prática dos
conteúdos, visando a formação de um verdadeiro cidadão. Para colaborar com a
formação de cidadãos, faz-se necessário que os conteúdos pré-estabelecidos no currículo
tenham relação com a realidade do educando, por isso a elaboração coletiva do
currículo é imprescindível para que sua prática seja fundamentada e significativa na realiade em que o aluno está pautado.
Autobiografia
Simone da Conceição Nonata de Souza nascida na cidade de São João do Araguai- PA, no dia 08 de dezembro de 1972, é aluna do curso de pedagogia, cursou dois anos de magisterio no ensino médio. Trabalhou com o projeto ABC- DF na alfabetização de jovens e adultos (2008 e 2009) foi monitora em creches e escolas de educação infantil, foi assim que despertou avontade de ser educadora. Por isso escolhi o curso de pedagogia e pretendo exercer a profissão.
Autobiografia
Meu nome é
Shirley, nasci em Brasília e tenho 21 anos. Moro com meus pais, duas irmãs e um
sobrinho. Quando criança queria ser professora, mas ao mesmo tempo tinha uma
paixão por animais e também queria ser veterinária.
Em 2008 conclui o ensino médio aos dezessete anos, e
em 2009 comecei a trabalhar, mas as condições não permitiam fazer medicina veterinária.
Perdi dois anos somente trabalhando e na dúvida do que iria fazer. Enquanto
isso, pesquisando sobre o mercado de trabalho da profissão de veterinária percebi
que talvez não valesse à pena, pois não queria ter diploma e depois ter
dificuldade em exercer a profissão. Em uma dessas pesquisas descobri a
Pedagogia, que me chamou muito a atenção, então decidi fazer esse curso. Começei a faculdade de Pedagogia em 2011, e estou me identificando muito
com o curso e quero realmente exercer a profissão.
domingo, 3 de junho de 2012
Autobiografia
Meu nome é
Layane Cristine, tenho 18 anos, sou solteira e moro com os meus pais. Logo que
terminei o Ensino Médio, não tinha certeza do curso que iria fazer, mas tinha convicção
que seria na área da Educação, desde criança sempre sonhei em ser professora.
Fiz a minha
escolha e hoje estou cursando o 3º semestre de Pedagogia no Centro Universitário
IESB, a cada dia que passa fico mais apaixonada pela minha futura profissão.
Penso em me especializar em “Orientação Educacional”, mas o meu foco e o que
realmente desejo é atuar na sala de aula, farei com excelência e muita dedicação,
visando a formação de cidadãos que façam a diferença na sociedade brasileira.
O cabo de guerra das greves
As escolas do país pararam. De Norte a Sul do Brasil, salas sem aula se multiplicaram no Distrito Federal e em ao menos 14 estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Goiás, Maranhão, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Amapá, Bahia e Sergipe. Nos três últimos, aliás, as paralisações seguiam ativas até o início de junho de 2012, data de publicação deste texto.
Forma legítima de protesto para os trabalhadores, greves trazem dores de
cabeça a todos os envolvidos. Para o empregador, porque cessa a
produção - e, consequentemente, o lucro, quando há comercialização
envolvida. Para o empregado, porque acarreta riscos - o mais agudo,
sobretudo na iniciativa privada, é o de demissão. E para o consumidor
porque retira de cena o bem ou serviço oferecido.
No mundo da Educação pública, a particularidade é que os maiores prejudicados pelo cabo de guerra das greves não são os "patrões" - representados pelos diferentes níveis de governo - ou os empregados - professores de todos os níveis de ensino -, mas os alunos, cidadãos que têm seu direito constitucional à Educação de qualidade. A situação se agrava quando são frágeis as garantias de reposição dos dias perdidos - essa sim, uma necessidade de que não se pode abrir mão.
Fica claro, assim, que as paralisações são recursos extremos, para ocasiões em que se esgotaram todas as alternativas de negociação. A motivação também conta muito nesse contexto. No universo explosivamente partidarizado de algumas redes, são conhecidas as greves com fins políticos, talhadas sob encomenda para tumultuar a gestão pública ou prejudicar o grupo que se encontra no poder. É inegável, porém, que determinadas demandas não apenas são justas, mas também urgentes. E que sem as paralisações, raramente viriam à tona com força.
Um bom exemplo é a reivindicação mais comum dos movimentos grevistas deste ano: o cumprimento da chamada "Lei do Piso", que, entre outras coisas, estabelece o pagamento de 1.451 reais (valores de 2012) para a jornada de 40 horas semanais, com um terço da carga destinada para atividades fora da sala de aula. Fundamental para a efetiva valorização da docência, a lei caminha no sentido de equiparar a remuneração dos professores à de profissões que exigem formação semelhante. Hoje, educadores ganham cerca de 60% desse patamar.
As redes argumentam, com alguma razão, que as arrecadações não crescem na mesma velocidade do reajuste proposto (22,22% em relação ao piso de 2011). O mecanismo para amenizar esse problema, a transferência de recursos da União, não tem funcionado adequadamente. Estados e municípios se queixam da burocracia excessiva para provar a necessidade de complementação. Resultado: três anos depois da sanção da Lei do Piso, nenhum estado ou município recebeu o tal recurso extra para atingir o valor mínimo do salário, informa o Observatório da Educação.
Que dificuldades de financiamento existem não é novidade. Elas, porém, não podem servir de desculpa para descumprir da lei. Educação é prioridade? Pois bem: que isso esteja explícito no investimento público, não apenas em discursos. No caso específico do piso, isso exige maior proximidade da União com os outros entes federativos (a transferência de recursos precisa de fato funcionar) e, sim, um esforço extra de estados e municípios, por meio de uma gestão racional que foque o gasto público no essencial. Quando se fala em Educação, o professor é o essencial. Só a transformação desse bordão em realidade é capaz de fazer com que as greves - mesmo as justas - deixem de ser uma incômoda tradição no ensino brasileiro.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/cabo-guerra-greves-687179.shtml
No mundo da Educação pública, a particularidade é que os maiores prejudicados pelo cabo de guerra das greves não são os "patrões" - representados pelos diferentes níveis de governo - ou os empregados - professores de todos os níveis de ensino -, mas os alunos, cidadãos que têm seu direito constitucional à Educação de qualidade. A situação se agrava quando são frágeis as garantias de reposição dos dias perdidos - essa sim, uma necessidade de que não se pode abrir mão.
Fica claro, assim, que as paralisações são recursos extremos, para ocasiões em que se esgotaram todas as alternativas de negociação. A motivação também conta muito nesse contexto. No universo explosivamente partidarizado de algumas redes, são conhecidas as greves com fins políticos, talhadas sob encomenda para tumultuar a gestão pública ou prejudicar o grupo que se encontra no poder. É inegável, porém, que determinadas demandas não apenas são justas, mas também urgentes. E que sem as paralisações, raramente viriam à tona com força.
Um bom exemplo é a reivindicação mais comum dos movimentos grevistas deste ano: o cumprimento da chamada "Lei do Piso", que, entre outras coisas, estabelece o pagamento de 1.451 reais (valores de 2012) para a jornada de 40 horas semanais, com um terço da carga destinada para atividades fora da sala de aula. Fundamental para a efetiva valorização da docência, a lei caminha no sentido de equiparar a remuneração dos professores à de profissões que exigem formação semelhante. Hoje, educadores ganham cerca de 60% desse patamar.
As redes argumentam, com alguma razão, que as arrecadações não crescem na mesma velocidade do reajuste proposto (22,22% em relação ao piso de 2011). O mecanismo para amenizar esse problema, a transferência de recursos da União, não tem funcionado adequadamente. Estados e municípios se queixam da burocracia excessiva para provar a necessidade de complementação. Resultado: três anos depois da sanção da Lei do Piso, nenhum estado ou município recebeu o tal recurso extra para atingir o valor mínimo do salário, informa o Observatório da Educação.
Que dificuldades de financiamento existem não é novidade. Elas, porém, não podem servir de desculpa para descumprir da lei. Educação é prioridade? Pois bem: que isso esteja explícito no investimento público, não apenas em discursos. No caso específico do piso, isso exige maior proximidade da União com os outros entes federativos (a transferência de recursos precisa de fato funcionar) e, sim, um esforço extra de estados e municípios, por meio de uma gestão racional que foque o gasto público no essencial. Quando se fala em Educação, o professor é o essencial. Só a transformação desse bordão em realidade é capaz de fazer com que as greves - mesmo as justas - deixem de ser uma incômoda tradição no ensino brasileiro.
Fonte: http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/cabo-guerra-greves-687179.shtml
O papel da escola no combate à violência sexual
Os abusos sexuais são o segundo
tipo de violência mais comum contra crianças de zero a nove anos - as denúncias
correspondem a 35% do total das notificações de violência contra a criança no
país, atrás apenas dos casos de negligência e de abandono. As informações são
de um estudo preliminar feito pelo sistema de Vigilância de Violências e
Acidentes (VIVA), do Ministério da Saúde.
Somente em 2011, foram
registrados 14.625 casos de violência doméstica, sexual, física e outras
agressões contra crianças menores de dez anos. E as estatísticas são ainda mais
alarmantes no que diz respeito ao local da agressão: mais de 60% das agressões
ocorreram na própria residência da criança e foram cometidas, em sua maioria,
por pais, familiares ou por alguém do convívio muito próximo da vítima, como
amigos e vizinhos.
Como as crianças passam boa parte
do dia na escola, professores, funcionários e gestores podem ser a chave para
encaminhar os casos de violência. Afinal, ninguém melhor que o professor para reconhecer
comportamentos incomuns em seus alunos. Vale lembrar que nem sempre o abuso
sexual envolve contato ou violência física. Práticas de voyeurismo,
exibicionismo, telefonemas obscenos e produção de fotos também estão inclusos
nesta categoria. E a escola deve estar preparada para lidar com essas
situações.
Para Claudia Ribeiro,
especialista em violência sexual do departamento de Educação da Universidade de
Lavras, em Minas Gerais, um grande passo seria instaurar nos cursos de licenciatura
disciplinas obrigatórias que abordem a educação sexual e, sobretudo, os casos
de violência, para que, diante dos frequentes casos de abuso, os professores
estejam preparados para identificá-los e saber a quem recorrer. "Vários
educadores ainda não sabem o que fazer diante destas situações, mas muitas
vezes, eles são os únicos que podem interromper o ciclo da violência",
afirma.
O primeiro passo diante de
qualquer suspeita de abuso é conversar com a criança e com seus pais ou
responsáveis. Você, professor, conhece o histórico de seus alunos e pode
ajudar. Se a sua escola contar com uma comissão de prevenção aos maus tratos -
formada por professores, diretor e coordenador - tanto melhor. Esta equipe
deverá conhecer o Estatuto da Criança e do Adolescente, manter um bom
relacionamento com os conselheiros tutelares da região e, sempre que possível,
organizar momentos de formação para a comunidade escolar (como palestras de
prevenção para pais e alunos, por exemplo). Institucionalmente, ao perceber que
existem crianças em situação de risco, a escola deve acionar o Conselho Tutelar
ou fazer uma denúncia anônima pelo Disque-Denúncia (Disque 100). É importante
que este ciclo seja rápido: quanto mais tempo à escola demorar em agir, mais a
vítima estará exposta ao agressor.
domingo, 27 de maio de 2012
"A escola deve exercer um papel humanizador e socializador, além de desenvolver habilidades que possibilitem a construção do conhecimento e dos valores necessários à conquista da cidadania plena. Para que issso aconteça de fato, é preciso levar em conta a vida cotidiana daquele que aprende e daquele que ensina." (ARROYO, Miguel G. 2000)
Pluralidade Cultural.
Para viver democraticamente em uma sociedade plural é preciso respeitar os diferentes grupos e culturas que a constituem. A sociedade brasileira é formada não só por diferentes etnias, como por imigrantes de diferentes países. Além disso, as migrações colocam em contato grupos diferenciados. Sabe-se que as regiões brasileiras têm características culturais bastante diversas e a convivência entre grupos diferenciados nos planos sociais e culturais muitas vezes é marcada pelo preconceito e pela discriminação. O grande desafio da escola é investir na superação da discriminação e dar a conhecer a riqueza representada pela diversidade etnocultural que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro, valorizando a trajetória particular dos grupos que compõem a sociedade. Nesse sentido, a escola deve ser local de diálogo, de aprender a conviver, vivenciando a própria cultura e respeitando as diferentes formas de expressão cultural.
Referencias:
B823p Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos temas transversais, ética / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 146p.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro081.pdf . Acesso em: 23 de Abril de 2012
Projeto Político Pedagógico e os Temas Transversais.
Ao construir o Projeto Político Pedagógico levamos em conta à
realidade que circunda a Escola. Dentro da sala de aula os professores podem
trabalhar com os temas transversais (Ética, Meio Ambiente, Pluralidade
Cultural, Saúde e Orientação Sexual). Por exemplo, o índice de adolescentes grávidas
na escola está aumentando, a escola poda dar uma ênfase e trabalhar com a
Orientação Sexual. Mas isso depende da realidade de cada escola e outros temas
podem ser incluídos.
Critérios adotados
para a eleição dos Temas Transversais
Muitas questões sociais poderiam ser eleitas como temas transversais para o trabalho escolar, uma vez que o que os norteia, a construção da cidadania e a democracia, são questões que envolvem múltiplos aspectos e diferentes dimensões da vida social. Foram então estabelecidos os seguintes critérios para defini-los e escolhê-los:
• Urgência social
Esse critério indica a preocupação de eleger como Temas Transversais questões graves, que se apresentam como obstáculos para a concretização da plenitude da cidadania, afrontando a dignidade das pessoas e deteriorando sua qualidade de vida.
• Abrangência nacional
Por ser um parâmetro nacional, a eleição dos temas buscou contemplar questões que, em maior ou menor medida e mesmo de formas diversas, fossem pertinentes a todo o País. Isso não exclui a possibilidade e a necessidade de que as redes estaduais e municipais, e mesmo as escolas, acrescentem outros temas relevantes à sua realidade.
• Possibilidade de ensino e aprendizagem no ensino fundamental
Esse critério norteou a escolha de temas ao alcance da aprendizagem nessa etapa da escolaridade. A experiência pedagógica brasileira, ainda que de modo não uniforme, indica essa possibilidade, em especial no que se refere à Educação para a Saúde, Educação Ambiental e Orientação Sexual, já desenvolvidas em muitas escolas.
• Favorecer a compreensão da realidade e a participação social
A finalidade última dos Temas Transversais se expressa neste critério: que os alunos possam desenvolver a capacidade de posicionar-se diante das questões que interferem na vida coletiva, superar a indiferença, intervir de forma responsável. Assim, os temas eleitos, em seu conjunto, devem possibilitar uma visão ampla e consistente da realidade brasileira e sua inserção no mundo, além de desenvolver um trabalho educativo que possibilite uma participação social dos alunos.
Referencias:
B823p Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos temas transversais, ética / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 1997. 146p.
Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro081.pdf . Acesso em: 23 de Abril de 2012
Contexto!
"Ao selecionar os conteúdos da série em que irá trabalhar, o professor precisa analisar os textos, verificar como são abordados os assuntos para enriquecê-los com sua própria contribuição e a dos alunos, comparando o que se afirma com fatos, problemas, realidades da vivência real dos alunos (...) "
(Libâneo, 1990)
(Libâneo, 1990)
terça-feira, 22 de maio de 2012
O professor e o aluno: o currículo como uma totalidade.
Se as
situações-problema devem fazer sentido para o aluno para sua melhor apreensão e
resolução, o mesmo deve ser dito sobre os conteúdos e programas curriculares. A
dispersão e falta de relação de uns com os outros podem dificultar o arranjo e
a conexão de seus conhecimentos, não fazendo sentido para o aluno (em seu
cotidiano pessoal e social) e dificultando seu interesse.
Para uma aprendizagem eficaz, o ensino deve partir
das possibilidades e necessidades dos alunos e não da matéria, no que
especificamente está estabelecido para aquele momento, necessitando haver, com
isso, um rearranjo dos conteúdos. O professor deve criar situações de ensino de
modo a propiciar aprendizagens que realmente tenham sentido para os alunos.
Lefrançois (2008) explica que o papel do professor,
a partir dessas considerações, seria de colaborar para que os alunos
encontrassem as soluções dos problemas por eles mesmos. Essa perspectiva vem ao
encontro da abordagem construtivista, muito utilizada nos dias atuais, que
propõe e ensino centrado no aluno.
De acordo com os psicólogos gestaltistas, avaliar
uma conduta ou aprendizagem do aluno exige um olhar para o todo e não
centrar-se apenas em respostas ou ações isoladas apresentadas em determinadas
situações e/ou avaliações.
Em suma, temos o professor como importante e decisivo
na aprendizagem de seus alunos, de maneira que a qualidade do trabalho dele
implicará na qualidade de aprendizagem de seus alunos. Além disso, um ensino orientado
pela Gestalt exige que o professor desenvolva confiança na capacidade de os
alunos aprenderem por si mesmos e, por sua vez, que os alunos tenham confiança
no professor. O ensino deve, portanto, ser orientado em função do agir, sentir
e pensar dos alunos (Burow e Scherpp, 1985
A influência do sistema de ensino no currículo
Para que haja
uma aprendizagem significativa faz-se necessário que o currículo valorize os
conhecimentos prévios do aluno, bem como a realidade dos mesmos, tornando-se
sem dúvida um desafio para o professor e esse desafio torna-se ainda maior
devido ao nosso sistema de ensino.
Segundo
Saviani o sistema de ensino é definido como unidirecional, em que há
preocupação apenas com o ensino ministrado na escola, distinguindo-se do
sistema de educação, em que há contextualização e preocupação com a formação do
cidadão. Por termos um sistema de ensino, onde o currículo já é pré-determinado, não havendo
uma relação de conteúdos com a realidade do educando, os professores são
transmissores do conhecimento e os alunos apenas devem reproduzir aquilo que
lhe é transmitido caracterizando-se como uma aprendizagem mecânica.
Para haver
mudança, é necessário que esta ocorra primeiro no sistema educacional do
Brasil, o sistema deve deixar de ter um caráter meramente administrativo e
funcionar como seu significado literal: conjunto de partes interdependentes ,
onde todos participam e todos executam.Ocorrendo essa mudança, conseqüentemente
refletirá no currículo das escolas brasileiras, levando-as a entenderem que por
meio do currículo podem levar o aluno a refletir, conscientizar e melhorar a
realidade que este está inserido.
Rubem Alves - O papel do professor
Rubem Alves enfatiza o papel do professor, que não é o de levar ao aluno o conhecimento pronto, mas de instigá-lo, levando-o a construir o seu conhecimento, ensinando a pensar, a refletir na realidade na qual está inserido.
" A missão do professor é provocar a inteligência, é provocar o espanto, é provocar a curiosidade."
Rubem Alves
sábado, 19 de maio de 2012
Professores do Amazonas dizem ser obrigados a aprovar alunos com baixo desempenho
Segundo alguns professores, alunos que obtiveram nota
abaixo da média em algumas disciplinas deveriam ser aprovados com base
na nota obtida nessas avaliações extras com o objetivo de elevar o
índice de aprovação
Professores
da rede estadual de ensino acusam a coordenadoria das escolas do
Distrito 4 (Zonas Oeste e Centro-Oeste) de obrigá-los a aplicarem
avaliações extras para a aprovação de alunos que tiveram baixo
desempenho escolar. A Secretaria de Educação do Estado (Seduc) nega a
denúncia. O Sindicato dos Professores foi procurado para falar do
assunto, mas ninguém foi encontrado.
De
acordo com os professores, alunos que obtiveram nota abaixo da média em
algumas disciplinas deveriam ser aprovados com base na nota obtida
nessas avaliações extras com o objetivo de elevar o índice de aprovação.
“Fomos chamados para uma reunião porque essa coordenadoria achou ruim o
exagero no número de alunos reprovados”, diz a professora Alice
Moreira* que dá aulas para turmas de ensino fundamental e médio numa
escola do Distrito 4. Ela fala que “não foi pedido pela coordenação para
fazer mudanças nas notas, mas que fosse feita uma avaliação para que a
nova nota fosse a média do aluno”.
Para
ela, essa “pressão” por conta da coordenação “é uma forma oculta para
aprovar o aluno”. As denúncias dos professores ainda dão conta de que,
em alguns casos, os pais e responsáveis dos alunos reclamam do
posicionamento que tem sido tomado pela gestão das escolas. Porém, os
professores ressaltam que essa prática não se trata de uma exigência da
direção da escola e sim, da coordenadoria das escolas do Distrito 4. O
professor Alexandre Ramos* relata que, “ao que parece, não há uma
preocupação pedagógica, mas uma preocupação política para apresentar
bons números”.
De
acordo com Ramos, um grande número de alunos dessas escolas que
integram o Distrito 4 têm se mostrado cada vez menos interessados pelos
estudos uma vez que já sabem como funciona esta prática irregular. “Os
professores estão decepcionados com isso”, frisou.
Alexandre
também comenta que, ao fazer a avaliação para a recuperação da nota do
aluno reprovado, se o resultado obtido permanecer abaixo da média, os
professores são obrigados a aprovarem os alunos. O professor acrescenta,
ainda, que a situação tem ocorrido, principalmente, com professores que
estão em estágio probatório, período em que serão avaliadas a aptidão e
a capacidade do professor para a realização das funções inerentes ao
cargo de provimento efetivo para o qual foi nomeado.
“Para
colocar o índice de aprovação da escola lá em cima somos obrigados a
fazer quantas avaliações forem necessárias até o aluno ser aprovado. Mas
tem aluno que falta pelo menos 20 aulas das 28 que foram realizadas
pelo professor”, denunciou a professora Geane Guimarães*.
A
professora de ensino fundamental reclama da ”imposição da coordenação”.
“Eles fazem a gente assinar um termo de responsabilidade pelas notas
dos alunos reprovados, porém, o responsável deve ser o aluno, pois é ele
que está ali em sala de aula em busca de bons resultados pelo seu
aprendizado”, ressaltou.
*Nomes fictícios a pedido dos entrevistados
Apesar
de em algumas escolas estaduais do Distrito 4 a “obrigação” de aprovar
os alunos com baixo rendimento no aprendizado em sala de aula não dar
direito a algum tipo de benefício aos professores, em outras, os
educadores dizem ser ameaçados de terem o 14º e 15º salários “cortados”.
“Pode-se ver que isso tem um preço”, conta a professora Tânia Andrade*.
Segundo
a educadora, mesmo que os professores tenham direito ao 14º e 15º
salários por atingir a média de rendimento exigida na escola, isso não
estimula os professores a cometerem a prática, pois ela destaca que “ao
longo prazo são colhidos frutos negativos dessa irregularidade”.
A
professora reforça, também que, além dos educadores, os gestores das
escolas também são pressionados a “promoverem” bons resultados no
desempenho de aprendizagem dos seus alunos.
“Esta
situação está ocorrendo porque algumas escolas não atingiram a meta de
85% ou 90% de aprovação e, infelizmente, tem professor que acata a essa
atitude para não perder esses benefícios. Mas como pode, numa turma com
até 60 alunos em que pelo menos 15% são de faltosos, ter apenas quatro
com notas vermelhas? Isso atinge a dignidade do professor”, criticou
Ronaldo Magalhães*.
Seduc diz que não há determinação
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) esclareceu que “não há nenhum tipo de determinação e sequer orientação do órgão para a aprovação, sem aprendizagem, de estudantes nas escolas da rede estadual de ensino”.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) esclareceu que “não há nenhum tipo de determinação e sequer orientação do órgão para a aprovação, sem aprendizagem, de estudantes nas escolas da rede estadual de ensino”.
Como política educacional, a Seduc informou que tem um trabalho voltado
a promoção da aprendizagem e o sucesso escolar do estudante,
conseguindo mantê-lo na escola. Acrescentou, ainda, que a meta de
aprovação das escolas tem como base o índice do ano anterior. Portanto,
não há nenhum porcentual estipulado de forma global.
Sobre
o direito ao 14º e 15º salários, a secretaria explicou que, desde 2008,
o órgão estabeleceu uma política de valorização para os seus
servidores, oferecendo premiações salariais aos educadores cujas escolas
obtiveram os indicadores educacionais esperados. A política denominada
“Premiação por Mérito do Desempenho Educacional” tem como parâmetro os
resultados obtidos por cada escola no Índice de Desenvolvimento da
Educação Básica (Ideb).
O
Ideb foi criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas
Educacionais (Inep) em 2007 e reúne, num só indicador, dois conceitos
igualmente importantes para a qualidade da educação no Brasil: fluxo
escolar e médias de desempenho nas avaliações.
A
Seduc esclareceu que a nota do Ideb é composta por dois critérios:
rendimento escolar (aprovação, reprovação e abandono) e as notas dos
estudantes nas provas aplicadas pelo Ministério da Educação (MEC).
Portanto, a nota do Ideb não é formada por provas aplicadas pelos
professores das escolas da Seduc aos estudantes e sim, por provas
específicas do MEC para compor a nota.
domingo, 29 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Aprender a aprender
:“[...] ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou sua construção[...]” (Paulo Freire)
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